Project Management Institute

A vantagem da agtech

De robôs a IA, o futuro chegou ao agronegócio

Robôs avançados que colhem morangos. Sensores sem fio não invasivos capazes de detectar quando uma vaca está entrando em trabalho de parto. Tratores que podem ser controlados remotamente ou pré-programados. A tecnologia hoje atinge quase todos os aspectos da agricultura, alimentando maiores eficiências e percepções, e ajudando a fortalecer práticas sustentáveis.

A agtech (acrônimo de agrotecnologia), dizem seus apoiadores, pode até ser essencial para a sobrevivência humana. Com uma população global prevista de 9,7 bilhões até 2050 e as mudanças climáticas tornando a agricultura convencional mais difícil, os líderes de projeto de agtech estão explorando soluções inovadoras para alimentar mais pessoas com mais eficiência.

Em outubro, o governo da Austrália do Sul se comprometeu a investir AU$ 2,4 milhões para criar fazendas de demonstração e centros de startups para ajudar os agricultores locais a adotarem práticas de agtech. Essas práticas podem retornar AU$ 2,6 bilhões anualmente para a economia local, de acordo com o Ministro de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional. Land O'Lakes, que tem em sua rede mais de 40 por cento dos 141 milhões de hectares em produção agrícola nos Estados Unidos, lançou uma parceria de agtech plurianual com a Microsoft para executar projetos de práticas sustentáveis usando sensoriamento remoto e dados de satélites. No mesmo mês, a Mastercard revelou um novo projeto para integrar a tecnologia de blockchain na solução de tecnologia da cadeia de suprimento agrícola global da GrainChain, uma decisão solidificada e acelerada pelas rupturas relacionadas à pandemia, de acordo com o CEO da GrainChain, Luis Macias.

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GETTY IMAGES

“A COVID provou que é esse caminho que precisamos tomar”, disse ele à Pymnts. “Quando você começa a tirar pessoas e colocar sistemas na equação... neste momento da história, isso é algo bem recebido por todos”.

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Trabalhadores na Kentucky Fresh Harvet.

FOTO DE CORTESIA DA KENTUCKY FRESH HARVEST

No entanto, antes que os projetos de agtech possam concretizar seus benefícios potenciais, as equipes de projeto precisam garantir a adesão das principais partes interessadas, incluindo trabalhadores agrícolas que têm formas bem estabelecidas de trabalho.

Perspectiva fresca

A Kentucky Fresh Harvest viu em primeira mão o valor de ganhar a adesão das partes interessadas. No ano passado, a organização fez uma parceria com a empresa de software de agtech InData.farm para desenvolver um software que monitora, controla e otimiza as condições de luz, ar e solo dentro de uma estufa de US$ 20 milhões que inaugurou em 2020. Como parte dessa iniciativa, a equipe da InData.farm entrevistou remotamente as partes interessadas em toda a organização para identificar seus requisitos de projeto, incluindo necessidades de dados. Esses insights alimentaram a decisão da equipe de criar um software que pudesse ser acessado em tablets com tela sensível ao toque.

“Isso tornaria o programa o mais amigável possível”, disse Mike Braico, CEO, InData.farm, Valencia, Califórnia, EUA.

Para preencher a lacuna entre agricultura e tecnologia, a equipe lançou uma fase de testes de dois meses após o lançamento da versão beta do software, em agosto. Durante o piloto, a equipe mostrou aos usuários os benefícios do software, permitindo que os trabalhadores agrícolas usassem o produto e observando como o usavam. Em seguida, a equipe fez ajustes ao longo do caminho, como reduzir o número de vezes que um usuário tinha que clicar no tablet para acessar determinados recursos.

Supersafra

A pandemia pode ter prejudicado o financiamento de projetos de tecnologia, mas não dizimou esse setor em expansão, de acordo com a empresa global de empreendimentos AgFunder.

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“Fizemos tudo o que podíamos para facilitar o uso deles e melhorar a aceitação do usuário”, disse Mike. “E fomos capazes de desenvolvê-lo em apenas cinco meses, porque usamos o ágil em vez de cascata”.

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— Mike Braico, InData.farm, Valencia, Califórnia, EUA

Agora, os trabalhadores da Kentucky Fresh Harvest não precisam mais registrar manualmente as informações sobre a produção. Em vez disso, eles escaneiam os códigos QR para rastrear cada item durante a produção e a distribuição. Os dados fornecem à organização uma imagem completa: se os tomates em uma área da estufa não estiverem indo tão bem, por exemplo, a iluminação pode ser ajustada, ou uma variedade de tomate diferente será considerada. E, se houver um problema de segurança alimentar, a organização pode rastrear rapidamente esse produto e saber com exatidão onde e quando cresceu.

Em uma iniciativa futura para a estufa, a equipe da InData.farm desenvolverá e implementará câmeras de aprendizado de máquina para reconhecer e monitorar o produto e detectar quaisquer defeitos.

“Essa é realmente a próxima fase da agtech: coletar dados suficientes para fazer previsões precisas e tomar boas decisões de negócios”, disse Mike.

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