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Cavar fundo

O setor de mineração da Austrália precisará resolver uma crise de talentos para atingir seus objetivos

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Mina de minério de ferro Silvergrass da Rio Tinto, na Austrália Ocidental. À direita, uma mina de minério de ferro em Pilbara, Austrália

FOTO DE CORTESIA DA RIO TINTO

Os projetos de mineração de ferro estão em ascensão novamente na Austrália. Depois que os preços despencaram em 2015, o setor deve ter um aumento no volume de exportação do minério de ferro, de 847 milhões de toneladas no ano fiscal de 2019 para 874 milhões no ano fiscal de 2021.

A maioria das principais empresas de mineração do país anunciou grandes e novas iniciativas. A BHP está construindo uma mina de ferro de USD 2,9 bilhões, enquanto a Rio Tinto iniciou a construção de um projeto de AUD 3,5 bilhões. A Fortescue, por sua vez, tem dois projetos em andamento: uma mina de AUD 3,6 bilhões planejada para conclusão em 2022 e uma mina de AUD 1,7 bilhão que será inaugurada no final do próximo ano.

Ao todo, os próximos anos trarão cerca de 15 novos projetos de mineração de ferro para a Austrália Ocidental — e um enorme fluxo de empregos em construção. O projeto da BHP irá criar cerca de 2.500 empregos na construção; a iniciativa da Rio Tinto, mais de 2.000; e 3.000 serão criados com o maior projeto da Fortescue.

No entanto, a forte demanda por recursos está atingindo um setor já afetado pela escassez de talentos, o que poderia prejudicar os cronogramas e orçamentos dos projetos. As empresas de mineração terão que encontrar e treinar pessoas capacitadas em construção, engenharia e, à medida que a indústria se tornar mais automatizada, em TI. “Estamos vendo uma demanda crescente por alguns tipos de habilidades, e mais competição por empregos”, disse Chris Salisbury, executivo-chefe de minério de ferro da Rio Tinto, à Australian Broadcasting Corp.

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— Chris Salisbury, da Rio Tinto, para a Australian Broadcasting Corp.

Para enfrentar esse desafio, o setor terá de aproveitar as lições aprendidas com o boom de projetos de construção de mineração em 2004-2012. No seu auge, em 2012, a Austrália Ocidental tinha AUD 287 bilhões em projetos de mineração em construção ou em consideração, em comparação com AUD 108 bilhões em 2018, de acordo com o Departamento Australiano de Minas e Petróleo. Para garantir o talento necessário na época, a Austrália Ocidental trouxe dezenas de milhares de trabalhadores de outros estados australianos e do exterior.

As empresas de mineração provavelmente continuarão a contratar trabalhadores qualificados de fora da Austrália — e terão que passar por aquelas dinâmicas de equipe. Os especialistas também dizem que os líderes de projeto e o governo precisarão treinar e retreinar os habitantes locais para executarem o trabalho de construção de minas.

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Uma maneira pela qual a Rio Tinto pode ficar à frente da escassez de habilidades é através da automação. A Rio Tinto é uma das primeiras empresas a adotar caminhões, perfuratrizes e trens autônomos para reduzir os custos, e sua nova mina será o projeto mais avançado em termos tecnológicos e digitais até hoje. Embora a empresa não tenha dito se a automação resultará em menos empregos, observou que o projeto criará posições mais altamente qualificadas.

À medida que a automação ganha espaço na mineração, o setor precisará de mais pessoas com experiência em TI. “Não são apenas profissionais qualificados, engenheiros e geólogos que a indústria precisa”, disse Tom Reid, diretor de política e assuntos públicos do Australian Resources and Energy Group, à revista Mine. “Também são necessários cientistas de dados qualificados e especialistas em programação com mais qualificações de alta tecnologia”. — Novid Parsi

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