Project Management Institute

Comissão Nacional de Unidade e Reconciliação de Ruanda

Projetos Mais Influentes: #25

Depois que extremistas hutus mataram aproximadamente 800.000 tutsis e hutus moderados em 100 dias, em 1994, as cicatrizes do genocídio poderiam ter dividido Ruanda para sempre. Determinados a salvar o país desse destino, os líderes do governo formaram a Comissão Nacional de Unidade e Reconciliação, em 1999.

Para mudar corações e mentes, o grupo concentrouse na promoção da educação cívica, construção da paz e gerenciamento de conflitos, e comunicação e informação. Um programa tem como objetivo construir pontes, exigindo que todos os cidadãos de 18 a 65 anos participem do serviço comunitário uma vez por mês: tutsis e hutus trabalhando lado a lado.

Embora os desafios persistam, a hostilidade está lentamente dando lugar ao progresso. Segundo a pesquisa mais recente da comissão, 92,5% dos ruandeses consideram que a unidade e a reconciliação foram alcançadas.

Como disse o presidente do Ruanda, Paul Kagame, no 25.a aniversário do genocídio, em abril de 2019: “Todos nós. Feridos e com o coração partido, sim. Mas invencíveis”.

O poder da união

A Comissão Nacional de Unidade e Reconciliação ajudou Ruanda a avançar particularmente em três áreas.

EDUCAÇÃO

Em 2003, Ruanda introduziu a educação gratuita e também priorizou o acesso e a reconciliação. Agora, 98% das crianças do país frequentam a escola primária, com o ensino da paz fazendo parte do currículo. As crianças e os professores também são incentivados a se identificar como “ruandeses”, em vez de suas etnias.

DIREITOS DA MULHER

As mulheres sofreram violências horríveis durante o genocídio. Os esforços da nação para aumentar a igualdade de gênero são particularmente aparentes na política. O governo exige que as mulheres ocupem no mínimo 30% dos assentos nos níveis nacional e local. Em um verdadeiro sinal do progresso alcançado, Ruanda agora tem a maior representação de mulheres na política do mundo, com as mulheres ocupando mais de 60% dos assentos parlamentares.

ECONOMIA

Ruanda agora possui uma das economias que mais crescem na África, com um aumento médio de 7,2% ao ano desde 2013, de acordo com o Fundo Monetário Internacional.

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