Project Management Institute

Iniciativa do Cinturão e Rota

Projetos Mais Influentes: #18

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PÁGINA OPOSTA, FOTO DE XINHUA/LU BOAN VIA GETTY IMAGES ACIMA, NESTA PÁGINA, FOTO DE BAY ISMOYO/AFP/GETTY IMAGES, FOTO DO PORTO DE CORTESIA DO PROGRAMA INTERREG VA ITÁLIA-ESLOVÊNIA. FOTO DO EGITO DE CORTESIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES ESTATAIS DO EGITO

A região autônoma de Guangxi Zhuang, China, beneficiou-se do aumento do comércio da Iniciativa do Cinturão e Rota.

Da Rússia à África do Sul, da Indonésia à Colômbia, dificilmente um canto do mundo permanece intocado pela Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) da China. Simplesmente é o maior programa de infraestrutura de todos os tempos, com estimativas orçamentárias chegando a US$ 8 trilhões. Desde o seu lançamento oficial em 2013, a China investiu em mais de 60 países, que representam dois terços da população global.

A iniciativa remonta à Rota da Seda, a enorme rede comercial que se espalhou pela China há mais de dois milênios. Com o moderno megaprograma, o atual presidente Xi Jinping quer que a China ganhe novos aliados, crie novas oportunidades de investimento, expanda-se para novos mercados e aumente a renda chinesa.

“O desenvolvimento é sempre a chave para resolver qualquer problema”, disse Xi em uma cúpula da BRI, em 2017. “Portanto, a construção da Iniciativa do Cinturão e Rota deve se concentrar nessa questão fundamental do desenvolvimento, aumentar o potencial de crescimento dos países participantes e alcançar integração, interação e compartilhamento econômicos”.

A China ganhará muito. Em 2018, o país havia ajudado a financiar mais de 40 dutos de energia em outros países, oferecendo pronto acesso a recursos valiosos. Também participou em mais de 200 pontes, estradas e ferrovias, garantindo melhores rotas para transportar suas mercadorias. E ajudou a financiar quase 200 usinas de energia, acrescentando um pouco mais aos portfólios das empresas de construção e equipamentos da China.

Além disso, a maioria dos projetos da BRI não é pequena. Por exemplo, a China iniciou a construção ou planejou a construção de três barragens hidrelétricas que estarão entre as maiores do mundo. Dada a escala e o escopo, os riscos são abundantes — e o programa foi criticado por sobrecarregar os países com dívidas. Mas isso não diminuiu os esforços da China. Aqui estão alguns dos projetos de referência da BRI:

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Projeto: Linha de trem de alta velocidade

Local: Indonésia

A iniciativa de US$ 6 bilhões reduzirá o tempo total de viagem da capital do país, Jacarta, para o centro têxtil de Bandung, de três horas para 40 minutos. Os líderes do projeto estimam que o desenvolvimento nas cidades satélites ao longo da linha ferroviária arrecadará US$ 18 bilhões.

Estágio: Em construção até 2021

Projeto: Expansão de porto

Local: Gwadar, Paquistão

A China está dando ênfase especial à construção em seus vizinhos mais próximos, incluindo o Paquistão. Em 2015, o governo começou a financiar a expansão do porto de Gwadar, no Paquistão, parte integrante do corredor econômico China-Paquistão, no valor de US$ 68 bilhões. A ideia é ligar os dois países por meio de infraestrutura de transporte e outros desenvolvimentos industriais e de energia. A proximidade do Gwadar com países ricos em petróleo reduzirá significativamente os custos de aquisição de petróleo e gás para a China.

Estágio: Em construção até 2045

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Projeto: Atualização de um porto

Local: Trieste, Itália

O acordo da China no início de 2019 com a Itália envolve uma série de iniciativas e pode desbloquear o acesso à Europa continental. A Itália, o primeiro país do G7 a participar da BRI, está buscando reconstruir o porto de Trieste, especificamente para aumentar sua capacidade de carga. O projeto também oferece à China um acesso muito maior à movimentação de mercadorias para países sem litoral, como Áustria, Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Sérvia.

Estágio: Proposto

Projeto: Linha de trem de alta velocidade

Local: Expansão

Em 2017, o Panamá se tornou o primeiro país da América Latina a assinar a BRI. Além de explorar uma ponte sobre o Canal do Panamá, a China realizou um estudo de viabilidade em 2019 para uma ferrovia de 391 quilômetros entre a Cidade do Panamá e David, uma cidade perto da fronteira com a Costa Rica. O Panamá não possui uma rede ferroviária fora da Zona do Canal do Panamá.

Estágio: Proposto

Projeto: Rodovia

Local: Rússia

Após algumas hesitações iniciais, a Rússia abraçou plenamente a iniciativa da China, incluindo a rodovia com pedágio Meridian, de RUB 594 bilhões, que ligará o Cazaquistão à Bielorrússia por uma estrada de 2.000 quilômetros através da Rússia. A China está apostando que essa rota aumentará as oportunidades comerciais com a UE, uma meta desde meados da década de 2000. O Meridian poderia reduzir o tempo de transporte em quase um terço.

Estágio: Em construção, conclusão prevista para 2024

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Projeto: Desenvolvimento de distrito empresarial

Local: Egito

Cairo, Egito, está se esforçando para acomodar seus mais de 20 milhões de habitantes. Assim, em 2018, o país abriu uma nova capital administrativa a 45 quilômetros a leste do Cairo. O financiamento do BRI e a China State Construction Engineering Corp. estão dando vida ao distrito comercial da cidade, supervisionando a construção de mais de 20 edifícios — incluindo um arranha-céu de 385 metros que será o mais alto da África assim que estiver concluído.

Estágio: Em construção até 2022 ou início de 2023

INFLUÊNCIA PESSOAL

Não há dúvida de que a Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) da China seja um dos programas mais complexos e imensos dos últimos 50 anos. Mas o escopo desconcertante é apenas metade do desafio. Tudo, da oposição geopolítica ao gerenciamento de hordas de partes interessadas de dezenas de países de apoio, representa um potencial obstáculo. No entanto, há também uma oportunidade incrível para os escritórios de gerenciamento de projetos empresariais (EGPEs) e seus gerentes de programas e projetos para mostrar seu valor e manter esses projetos nos trilhos.

No final, a BRI só transformará vidas se as equipes puderem gerar adesão daqueles que se opõem a ele. A oposição pública ao Corredor Econômico China-Pak, por exemplo, ameaça descarrilar a BRI no Paquistão. Os Estados Unidos e partes da União Europeia também estão lutando. Os EUA e a China estão presos em uma guerra comercial, enquanto os lobistas dos EUA e da UE estão pressionando ativamente os países a não assinarem projetos da BRI. Com resistência em toda parte, a adição de funcionários do EGPE bem informados na política global e nas culturas indígenas pode ajudar a conter o impacto da obstrução.

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—Abid Mustafa, autor de In the Age of Turbulence: How to Make Executive PMOs Successful

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