Innocentia Mahlangu, PMP

Hatch, Johannesburg

img
img

img Hatch img Johannesburg

Quando criança, Innocentia Mahlangu passava horas construindo modelos de casas feitos com papelão. Aprender os fundamentos da eletricidade permitiu que ela elevasse seus projetos tipo “faça-você-mesmo” com iluminação. E um dia ela encontrou um saco de cimento, e não perdeu tempo: melhorou seus materiais para construir uma casa mais resistente. “Percebi que minha verdadeira paixão era criar”, disse ela.

Innocentia perseguiu sua paixão com dedicação, primeiro se formando em engenharia civil, depois trabalhando em estudos de viabilidade para projetos de infraestrutura ferroviária para depois se tornar uma das poucas mulheres gerentes de construção da África do Sul a supervisionar um projeto ferroviário multimilionário. Mais recentemente, ela supervisionou projetos multidisciplinares nos setores de mineração, metais e infraestrutura na Hatch.

Em um campo dominado por homens, ela teve poucos modelos femininos para se inspirar. Porém, sua rápida ascensão é alimentada, em parte, por ter uma compreensão clara de seu impacto: se Innocentia fizer bem seu trabalho, ela proporcionará melhorias tangíveis para os residentes locais, e fornecerá inspiração de carreira para outras mulheres líderes no futuro. Para isso, no ano passado, ela fundou a SHEngineers, uma rede de mentoras virtuais sem fins lucrativos para mulheres em engenharia.

Em um bate-papo individual, ela fala sobre a síndrome do impostor, a ascensão dos gerentes de projeto “sociais” e a arte da comunicação intencional:

quais são alguns dos desafios que você enfrentou como mulher em um campo dominado por homens?

A indústria da construção luta para atrair e reter mulheres, e espero ser a mudança que desejo ver. Tenho a sorte de fazer parte de uma organização que se dedica ao desenvolvimento de jovens engenheiras e entender a diversidade e a inclusão. Tive uma mentora desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar e isso fez uma diferença incrível. Muitas mulheres não tiveram a mesma situação.

Os desafios que tive de superar são mais do tipo de lutas internas: lidar com a síndrome do impostor, ficar me perguntando se minha voz é grande ou alta o suficiente, se estou sendo assertiva o suficiente, coisas assim. Ter uma rede de outras mulheres com quem conversar tem um impacto real. Progredi rapidamente em minha carreira e quero transmitir alguns conhecimentos — especialmente para engenheiras — para lhes dar um manual de como podem realizar feitos semelhantes.

Como você vê os jovens líderes de projeto desenvolvendo o papel da engenharia?

Sinto-me inspirada por fazer parte de uma geração de engenheiros sociais e gerentes de projetos sociais, conscientes do fato de que projetos de engenharia e infraestrutura podem ser um veículo para lidar com mudanças econômicas e sociais.

Na verdade, em muitas áreas em que trabalhamos, bastante remotas, é desanimador ver as condições em que as pessoas vivem. Portanto, ao planejar um projeto, você precisa levar em consideração o seguinte: Como posso retribuir de forma razoável? Que habilidades posso usar na comunidade local e incorporar no projeto? Ao fazer isso, você está realmente capacitando as pessoas no local do projeto. E, quando você se for embora, eles ainda terão isso. Eles não perdem essas habilidades. Como profissionais de projetos, todos precisamos fazer um trabalho melhor como gerentes de projetos sociais, além de sermos gerentes técnicos de projetos.

Como a pandemia reformulou a forma como você gerencia projetos?

A comunicação é um desafio maior agora. Como líder, você precisa ser mais intencional ao envolver as pessoas, convidando-as a participar de reuniões. No momento em que você se comunica, o processo fica muito mais fácil.

This material has been reproduced with the permission of the copyright owner. Unauthorized reproduction of this material is strictly prohibited. For permission to reproduce this material, please contact PMI.

Advertisement

Advertisement

Related Content

Advertisement