Project Management Institute

Zimbábue volta-se para o futuro

Enquanto o país entra em modo de redefinição, os processos de projetos assumem o centro do palco

the Edge

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FOTO DE GODFREY MARAWANYIKA/BLOOMBERG VIA GETTY IMAGES

Trabalhadores fazem o levantamento de uma área para o projeto da mina de platina de Darwendale, perto de Harare, Zimbábue.

Zimbábue já teve de enfrentar mais desafios do que podia aguentar, mesmo antes da pandemia global. Sua moeda desabou e a inflação subiu para mais de 700 por cento. Os esforços do país para conter os danos da COVID-19 foram ainda mais prejudicados pela escassez de medicamentos, além de greves de enfermeiras e outros funcionários públicos.

No entanto, no final de 2020, grandes projetos de mineração, agricultura, energia e transporte avançavam, oferecendo um vislumbre de esperança de que os esforços de renascimento econômico do país pudessem ter resistido à crise de saúde global. Flavious Coffee, PMP, baseado em Harare e presidente do Capítulo do PMI Zimbábue, disse que os patrocinadores começaram a retomar projetos paralisados e lançar novas iniciativas à medida que o governo relaxa as restrições devidas à pandemia. Porém, para garantir que esses projetos forneçam valor sustentado e formem equipes para o sucesso repetitivo, as organizações precisam manter processos sólidos de gerenciamento de projetos do início ao fim, disse Flavious.

“Os gerentes de projeto nem sempre estão envolvidos desde os estágios iniciais dos projetos e carecem de apoio de recursos durante os estágios de execução”, disse ele. “No momento em que o projeto deve ser finalizado, o gerente do projeto não é capaz de fazer um encerramento adequado”.

Apesar disso, Flavious continua otimista quanto à capacidade do Zimbábue de melhorar sua saúde econômica. “Em países em desenvolvimento, como o Zimbábue, o desenvolvimento é realizado por meio de projetos. O clima está muito bom para projetos”.

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— Flavious Coffee, PMP, Harare, Zimbábue

Esses projetos ilustram como as organizações estão aproveitando as oportunidades:

Metais preciosos

Um projeto de US$ 2 bilhões da Great Dyke Investments para construir a maior mina de metais do grupo de exploração de platina do país, em Darwendale, a 65 quilômetros a oeste da capital Harare, aprovou um estudo de due diligence em setembro, que lhe permitiu levantar fundos para a primeira fase . Investidores da Rússia e do Zimbábue já gastaram US$ 100 milhões em exploração e construção, com planos de iniciar a mineração em 2021. O Zimbábue, que abriga a terceira maior reserva de platina do mundo, fez da mineração a base de seus esforços de renascimento econômico, estabelecendo uma meta ambiciosa de aumentar a produção de mineração de US$ 2,7 bilhões para US$ 12 bilhões anuais até 2023.

O projeto de Darwendale ainda enfrenta um desafio formidável de levantar capital devido ao histórico negativo do país no pagamento de dívidas ao Banco Mundial e outros grupos multilaterais, de acordo com a Bloomberg. E embora um final forte para o ano fiscal de 2020 para a Zimplats, a maior mineradora de platina do país, em junho, tenha sugerido que a indústria de mineração resistiu bem aos lockdowns forçados pela pandemia, uma desaceleração global da indústria de diamantes pode ser o primeiro presságio dos efeitos em cascata da COVID-19 que poderiam deixar os mineiros do Zimbábue com excedente em estoque e um mercado reduzido. Ainda assim, o projeto promete um impacto positivo.

“Estimamos a criação de 4.000 empregos em todas as fases, incluindo mineração, processamento e fundição”, disse Munashe Shava, diretor de operações da mina, à African Mining Market. “Até o momento, gastamos cerca de US$ 100 milhões em exploração geológica e construção de dois portais de mina e infraestrutura de superfície. Considerando a forma como as operações estão se movimentando, prevemos bater a meta da primeira marca de exportação de 2022”.

Pastagens mais verdes

O governo também tem pressionado por projetos de energia sustentável, aprovando dezenas, nos últimos anos, perfazendo um investimento de mais de US$ 2,3 bilhões. Essas iniciativas incluem a usina solar de 12 megawatts na Blanket Mine, que forneceria 27 por cento da eletricidade necessária para operar a mina de ouro da cidade, reduzindo sua dependência de geradores a diesel e melhorando o impacto ambiental.

Em outubro, a proprietária da mina, Caledonia Mining Corp., anunciou que havia concordado com a fase inicial de design do projeto em parceira com a Voltalia, uma fornecedora global de energia renovável. Junto com a redução da pegada ambiental da Blanket Mine, espera-se que o projeto reduza qualquer deterioração adicional na qualidade da energia na rede da mina, o que exigiria maior uso de geradores a diesel, uma alternativa substancialmente mais cara do que a energia da rede.

A Caledônia arrecadou US$ 13 milhões para o projeto com planos de comissionar a usina até o final de 2021.

Renovação tecnológica

Em maio, a Vaya Africa, da África do Sul, escolheu o Zimbábue como o primeiro local para um serviço de táxi de veículos elétricos e rede de recarga, um piloto que planeja expandir para todo o continente.

Mudar para soluções de mobilidade elétrica no mercado africano é um imperativo econômico e ambiental: o alto preço do combustível em comparação com os ganhos da maioria dos motoristas faz com que percam dinheiro. Adotar a eletricidade muda isso, proporcionando uma economia estimada de 40 por cento nos custos de combustível e manutenção automotiva. A equipe da Vaya agora está explorando outros aplicativos móveis sob demanda: de entregas de motocicletas a táxis Tuk Tuk.

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