Project communication management in a collaborative web environment using information systems

Abstract

The paper presents the benefits of sharing all the project information in a single point (web site), where the project team and stakeholders can view the projects status, update the scheduled tasks and collaborate with contents such as documents, plans, deliverables, methodologies, issues, risks, pictures, announcements, events, links, discussions, and surveys.

Introdução

O trabalho apresenta os benefícios de compartilhar todas as informações do projeto num único lugar (web site), onde a equipe do projeto e os envolvidos podem visualizar o status do projeto, atualizar as tarefas e colaborar com conteúdos, tais como documentos, planos, entregas, metodologias, problemas, riscos, fotos, anúncios, eventos, links, discussões e pesquisas de opinião.

De acordo com o PMBOK do PMI, “O gerenciamento das comunicações do projeto é a área de conhecimento em que a empresa emprega os processos necessários para garantir a geração, a coleta, a distribuição, o armazenamento, a recuperação e a destinação final das informações sobre o projeto de forma oportuna e adequada”. Os processos dessa área são: Planejamento das comunicações, Distribuição das informações, Relatório de desempenho e Gerenciar as partes interessadas. Este trabalho concentra-se em dois processos dessa área de conhecimento: Distribuição das informações e Relatório de desempenho. A Distribuição das informações é o processo da área de gerenciamento das comunicações do projeto responsável pela disponibilização das informações necessárias para as partes interessadas no projeto no momento adequado. O Relatório de desempenho é o processo da área de gerenciamento das comunicações do projeto responsável pela coleta e distribuição das informações sobre o desempenho. Isso inclui o relatório de andamento, a medição do progresso e previsões.

Em cada processo do gerenciamento das comunicações do projeto existe pelo menos uma ferramenta que está relacionada com o assunto deste trabalho. São elas: Tecnologia das comunicações, Sistemas de coleta e recuperação de informações, Processo de lições aprendidas, Ferramentas de apresentação de informações, Sistema de relatórios de hora e Registro de problemas.

Usufruindo dos Benefícios da Tecnologia da Informação

Antes de surgirem as tecnologias de rede, os servidores de banco de dados e os aplicativos com interfaces Web, gerenciar as informações digitais dos projetos era uma tarefa no mínimo desafiadora. Além disso, acessá-las de maneira rápida e centralizada, bem como administrá-las de forma segura e consistente, eram práticas raramente adotadas pela maioria das empresas. Havia uma movimentação frenética de todos os envolvidos no projeto quando um gerente, diretor ou patrocinador, por exemplo, queria saber se o projeto estava dentro do prazo e custo previstos, ou qual o percentual de conclusão de cada produto do projeto e quais as tarefas estavam impactando o cronograma. Era aquele corre-corre em busca de arquivos mais atualizados, que geralmente estavam localizados em vários diretórios de redes, ou até mesmo armazenados localmente nas estações de trabalho dos usuários e dentro das caixas postais dos aplicativos de correio eletrônico daquelas pessoas que tinham acabado de sair de férias e que só voltariam daí a 30 dias. E se uma dessas estações de trabalho fosse infectada por um vírus destruidor e todas as informações ali armazenadas fossem perdidas? E o pior: não havia backup!

E nos primórdios da informática, em que essas informações eram armazenadas em disquetes? Foi nessa época que inventaram o famoso protocolo “DPL-DPC”, ou seja, “Disquete pra Lá, Disquete pra Cá” - uma pequena dose de humor para quebrar o gelo de um assunto tão sério! Na seqüência, vieram os CDs e os DVDs. Mas isso não resolveu a situação, só aumentou o tamanho da capacidade de armazenamento e as informações dos projetos continuavam cada vez mais espalhadas. A modernidade e a praticidade trouxeram os amigos inseparáveis, a dupla dinâmica: “Notebook e Pen Drive”. O tal do pen drive é tão prático que é só “espetá-lo” na saída USB para transferirmos ou “sincronizarmos” para os nossos notebooks as preciosas informações do projeto. Quanto valeriam as informações confidenciais armazenadas em um pen drive esquecido ou perdido nas mãos de uma pessoa mal-intencionada? Quanto valeria tal achado para um concorrente da sua empresa?

O quanto é trabalhoso localizar uma informação específica para o nosso chefe num cenário tão caótico como esse? E o pior, quanto tempo não levaríamos para encontrar tais informações e compilá-las ou formatá-las de tal forma que fosse de fácil compreensão de todos os interessados? Tempo é mais do que dinheiro, também significa ter uma equipe altamente produtiva se as informações dos projetos estiverem num lugar só, de fácil acesso e atualizadas.

Aí é que entra a tecnologia da informação, especialmente três de suas áreas: rede, banco de dados e interface web. Com a tecnologia de rede, todos os interessados pelo projeto podem acessar remotamente a mesma informação ou informações diferentes ao mesmo tempo. Isso garante o compartilhamento dos recursos e otimiza o tempo e o deslocamento das pessoas para obterem tais informações.

Já os servidores de banco de dados permitem o armazenamento das informações dos nossos projetos de forma centralizada e mais segura. Em vez de utilizarmos aquela profusão de arquivos, sendo que nem sempre temos a garantia de estarem atualizados, armazenamos dados consistentes nestes servidores, os quais estão organizados em forma de tabelas inter-relacionadas, dando uma roupagem mais consistente para as informações e permitindo pesquisá-las de maneira mais rápida para extrairmos de lá exatamente o que queremos saber.

As tecnologias de rede e banco de dados atuam nos bastidores e raramente são percebidas pelos usuários de forma prática. Então entra em cena um novo ator, chamado aplicativo front-end, ou melhor, a interface com o usuário, onde ele pode visualizar e obter tais informações e interagir com os demais integrantes da equipe do projeto. Seguindo uma tendência mundial, essa interface deve ter um formato e uma aparência bem amigável e de fácil utilização. Estamos falando do nosso amigo de todas as horas e de todas as navegações, o sr. browser, que é a própria interface da Web. Quando navegamos na Internet, o conteúdo da informação que procuramos é exibido no front-end (browser) e a maioria das informações que visualizamos ali está armazenada em servidores de bancos de dados; o que nos permite chegar até as informações são as redes, um emaranhado mundo de cabos, fibras, roteadores, switches e provedores de acesso que interligam fisicamente os ‘servidores de informações’ com os nossos computadores.

Estes recursos computacionais estão disponíveis hoje a um custo bem acessível para as empresas e para os orçamentos dos projetos. Grandes empresas de desenvolvimento de software investem pesado em pesquisas e em recursos humanos para prover tais soluções para que possamos usufruir dos benefícios dessas tecnologias tão inovadoras.

Ambiente Colaborativo – As Informações do Projeto em um Único Lugar

A partir de um ponto central, ou melhor, de um web site do projeto, podemos compartilhar e obter todas as informações que precisamos. As ferramentas de hoje permitem, por exemplo, disponibilizar as informações de andamento das tarefas dos cronogramas via Web para todos os interessados no projeto. Antes do advento dessas ferramentas, o acesso a este tipo de informação era restrito a uma pessoa ou à equipe de planejamento do projeto, que possuía uma ferramenta para elaborar os cronogramas e os armazenava em forma de arquivos. Criava-se então uma dependência muito grande desses indivíduos quando alguém precisava saber rapidamente, por exemplo, o percentual concluído de uma fase ou tarefa do cronograma do projeto.

Também aumenta a complexidade do acesso à informação, devido a certas restrições, como tipo e número de licenças instaladas destes aplicativos - que podem ser licenciados por estação de trabalho, outros por licença flutuante, outros por número de usuários. Dependendo deste número, apenas uma pessoa e/ou um computador poderia ter acesso a essas informações. Com as novas ferramentas, este problema é praticamente eliminado, pois a pessoa que elabora o cronograma agora pode disponibilizá-lo para ser visualizado via Web para todos os interessados no projeto. Aqui podemos começar a fomentar a transparência e a visibilidade dos projetos. Em vez de sair atrás dos “donos” dos cronogramas perguntando como está o projeto, podemos agora observá-lo via Web e identificar os pontos de atenção nas tarefas que estão em atraso ou as tarefas que já deveriam ter sido iniciadas, e mobilizar a equipe e todos os interessados na organização a se comprometerem para recolocar o projeto nos trilhos.

Visualização do Cronograma via Web

Figura 1 - Visualização do Cronograma via Web

Outro recurso interessante que essas ferramentas oferecem é a possibilidade de alocar nominalmente os usuários da rede nas tarefas dos cronogramas dos projetos. Só abrindo um parêntese nessa questão: a segurança do acesso aos cronogramas é muito maior do que o velho truque de salvar os arquivos com senhas de leitura e gravação, pois para ter acesso aos cronogramas é preciso ser usuário validado pelo servidor da rede, ter sido previamente cadastrado como usuário da ferramenta por um administrador e, além disso, dependendo das opções configuradas, os recursos visualizarão e acessarão somente os projetos dos quais participam como integrantes da equipe. O nível da configuração da segurança é bem granular: uns podem ver tais informações, outros não, uns só podem ler, outros podem editar. O perfil de acesso de cada usuário normalmente é definido em conjunto com o gerente do projeto e implementado pelo administrador da ferramenta. Fechando o parêntese e voltando ao recurso de alocação nominal, é possível determinar na ferramenta quais pessoas serão os executantes das tarefas ou os responsáveis por informar o percentual concluído das mesmas.

Um workflow de aprovação ou rejeição das informações de atualização pode ser estabelecido, e somente a partir do aceite do gerente do projeto é que o percentual de conclusão de cada tarefa refletirá no andamento do cronograma e no gráfico de Gantt do projeto. Além disso, aplicando filtros de visualização no cronograma, é possível saber, por exemplo, quais são as tarefas com 100% de conclusão e quais são as tarefas com 0%, e que se compararmos a data do dia com a data de início prevista da tarefa no cronograma esta já deveria ter sido iniciada. Neste ponto, a ferramenta é muito útil e auxilia a equipe do projeto a enxergar rapidamente essa informação para planejar de maneira proativa as correções de rumo.

Um sistema de lembretes pode ser configurado de forma personalizada para cada integrante da equipe do projeto e deve ser integrado com o servidor de correio eletrônico, onde o recurso será lembrado através do recebimento de e-mails automáticos com a freqüência especificada pelo próprio usuário. Por exemplo, o sistema pode enviar e-mails para os recursos nas seguintes situações: 5 dias antes do início das tarefas, 3 dias antes do prazo para fim das tarefas e, em seguida, a cada dia até que as tarefas sejam concluídas, avisar a cada dia sobre as tarefas que ainda não foram concluídas, avisar quando as tarefas estiverem com 4 dias de atraso e depois avisar de 2 em 2 dias até que as tarefas sejam concluídas. O sistema deverá também permitir que o próprio gerente do projeto configure os lembretes para os integrantes de sua equipe, escolhendo se o sistema enviará os e-mails somente para ele, ou somente para os recursos ou se para ele e para os recursos. Dessa forma, gerente e recursos ficam cientes de onde precisam atuar para manter o projeto dentro do prazo previsto.

Sistema de Lembretes

Figura 2 – Sistema de Lembretes

Essas ferramentas também fornecem o recurso de criação automática de um site do projeto, onde temos a oportunidade de, a partir de um ponto central, acessar e compartilhar todas as informações do projeto. Neste site, podemos incluir os documentos pertinentes ao projeto, bem como criar uma estrutura organizacional de pastas para organizá-los por assunto, fases, disciplinas, entre outros.

Site do Projeto – Tela Home

Figura 3 – Site do Projeto – Tela Home

A partir do próprio site, é possível criar novos documentos utilizando modelos e executando aplicativos como Word, Excel, PowerPoint, etc. A vantagem é que o documento agora não tem mais o perfil de arquivo, mas sim de informações/dados armazenados em banco de dados, e está num único lugar para que todos os que tiverem as permissões de leitura ou edição possam acessá-los. É possível também criar versões de documentos, ou seja, toda vez que um documento for alterado, uma nova versão do documento será criada automaticamente, com tais alterações, mantendo-se armazenado o documento original, onde posteriormente poderemos acessar e comparar as diferenças entre um e outro. É possível saber a partir do site do projeto quem fez as alterações nos documentos, ou quem excluiu um documento, ou quem incluiu um novo documento. É possível também informar o status do documento ao armazená-lo no site do projeto: se é do tipo rascunho, se está pronto para revisão ou se é um documento com status de final. No decorrer do ciclo de vida do projeto, os integrantes da equipe do projeto podem ir modificando o status dos documentos sempre que houver uma alteração. Filtros podem ser aplicados no site do projeto para localizar somente os documentos que interessam, por exemplo, todos os documentos que estão com status de pronto para revisão para que você os revise, e uma tarefa no cronograma pode estar vinculada a esta atividade. E os documentos que você já salvou e estão armazenados num diretório de rede, num CD ou no pen drive? O que fazer com eles? Você pode fazer o upload (ou carregar) dos documentos para dentro do site do seu projeto. Após realizar essa operação, eles não serão mais considerados como arquivos e sim como dados, informações armazenadas em banco de dados. De dentro do próprio site do projeto, você poderá fazer a edição destes documentos e disponibilizá-los de forma centralizada para os demais integrantes e interessados do seu projeto. Um sistema de alerta através de recebimento de e-mail pode ser configurando individualmente quando qualquer alteração ocorrer no site do seu projeto, ou seja, se um documento for modificado, incluído ou excluído, você saberá na hora o que foi feito, quem fez, que dia e que hora. Você tem a rastreabilidade de tudo o que estiver acontecendo no site do seu projeto.

Gerenciamento de Documentos via Site do Projeto

Figura 4 – Gerenciamento de Documentos via Site do Projeto

Você pode também registrar no site do projeto os pontos de atenção, os riscos do projeto, inserir fotos, anúncios, contatos, eventos, grupos de discussão, pesquisas de opinião e links. Tudo isso num único lugar, que pode ser acessado facilmente através de uma interface Web, intuitiva e amigável. Ao registrar os pontos de atenção, você estará alertando a equipe do projeto para as pendências ou os problemas que estão ocorrendo no seu projeto. Este registro é feito a partir de um formulário padrão, que pode ser customizado de acordo com as suas necessidades. Neste registro, você informa o título do ponto de atenção, designa um responsável para tratar essa questão, bem como o status (se está ativo, em espera ou fechado), a prioridade, a categoria, quem fez o registro do ponto de atenção, a descrição do problema e a resolução, e ainda pode vincular este ponto de atenção a uma tarefa no cronograma que resolva este problema, ou a um documento, ou a um risco.

Gerenciamento de Pontos de Atenção via Site do Projeto

Figura 5 – Gerenciamento de Pontos de Atenção via Site do Projeto

Falando em risco, você pode registrar os riscos do seu projeto da mesma forma como registra os pontos de atenção, usando um formulário padrão, onde se informa o título do risco identificado, quem será designado para gerenciar o risco, bem como o status, a categoria, a data, quem registrou o risco, a probabilidade em percentual, o impacto em números, a descrição detalhada do risco, o plano atenuante, o plano de contingência, a descrição do acionador e a condição que dispara o plano de contingência. Você pode também vincular este risco a pontos de atenção, a documentos e a outros riscos.

Gerenciamento de Riscos via Site do Projeto

Figura 6 – Gerenciamento de Riscos via Site do Projeto

Você poderá vincular as tarefas do cronograma a documentos, riscos e pontos de atenção. Através da interface web, você visualiza em forma de ícones o que está vinculado àquela tarefa e acessa rapidamente a informação.

Gerenciamento de Riscos (continuação) via Site do Projeto

Figura 7 – Gerenciamento de Riscos (continuação) via Site do Projeto

Através do site, você poderá disponibilizar para os interessados a evolução fotográfica do projeto. As fotos podem ser organizadas em uma estrutura de pastas (por exemplo, fases, assuntos, equipe do projeto) e são visualizadas de formas diferentes (em miniaturas, slide show, em forma de apresentação), com fornecimento de informações adicionais sobre as fotos: quando foram tiradas e descrições detalhadas.

Através de um formulário padrão, você pode cadastrar as informações de contatos das partes interessadas do seu projeto (nome, telefone, e-mail, endereço, site, celular, fax, etc.) – ex: contatos dos fornecedores, integrantes da equipe, patrocinador, diretores, gerentes e todos os interessados no projeto.

Gerenciamento de Contatos via Site do Projeto

Figura 8 – Gerenciamento de Contatos via Site do Projeto

É possível também informar no site os eventos relacionados ao seu projeto: nome, local, data, descrição e se é um evento recorrente ou não - por exemplo, reuniões, cursos, congressos. Registre no site os anúncios relevantes do seu projeto, como, por exemplo, a entrega de um dos produtos ou a chegada de um equipamento ou material crítico para o seu projeto. Adicione links relacionados ao seu projeto, como sites de fornecedores e links da intranet.

Gerenciamento de Eventos via Site do Projeto

Figura 9 – Gerenciamento de Eventos via Site do Projeto

Crie grupos de discussões no site do seu projeto para discutir em equipe a resolução de problemas. A grande vantagem é que essas discussões ficam registradas com a opinião de cada pessoa e podem se transformar no futuro numa base preciosa de lições aprendidas, servindo como referência para projetos futuros.

Grupos de Discussões via Site do Projeto

Figura 10 – Grupos de Discussões via Site do Projeto

Se você desejar coletar opiniões das pessoas e registrá-las no site sobre qualquer aspecto do projeto (seja técnico ou pesquisas de mercado ou de ambiência), basta utilizar um assistente para elaborar o questionário e solicitar que as pessoas dêem as suas opiniões. As respostas são armazenadas no banco de dados e são compiladas para um posterior tratamento estatístico, onde é possível saber, por exemplo, quantas pessoas (em percentual) escolheram uma determinada alternativa. É possível saber o que cada um respondeu na pesquisa, bem como configurar para que a pesquisa de opinião seja anônima.

Pesquisas de Opinião via Site do Projeto

Figura 11 – Pesquisas de Opinião via Site do Projeto

Um mecanismo de busca por palavra-chave e por conteúdo pode ser disponibilizado também no site do projeto, para que os interessados façam buscas e encontrem facilmente o que procuram em documentos, anúncios, eventos, riscos, links, questões e em toda base de dados.

Gerenciamento de Portfólios de Projetos

A maioria das ferramentas atuais de gerenciamento de projetos também oferece módulos de gerenciamento de portfólios (PPM: Project Portfolio Management). O público-alvo destes módulos são executivos e tomadores de decisões, analistas de portfólios, a equipe do escritório de projetos, gerentes de programas e gerentes de projetos. Com o gerenciamento de portfólios, é possível identificar, selecionar, gerenciar e implementar os portfólios que melhor estão alinhados com as estratégias de negócios das empresas. Estes módulos dão aos executivos uma maior visibilidade, insights e controle através de seus projetos, programas e portfólios. Essas ferramentas oferecem:

  • Um desenho intuitivo de workflow para ajudar rapidamente a definir e automatizar os processos de governança de gestão de portfólio;
  • Controles de governança através do ciclo de vida dos projetos;
  • Aplicação de métodos de melhores práticas e modelos prontos para serem usados para gerenciar com eficácia os projetos e programas;
  • Formulários personalizados para padronizar a coleta de informações e as métricas dos investimentos na organização;
  • Consolidação de todos os investimentos num repositório central para ajudar a garantir que os executivos tenham visibilidade, insight e controle sobre o portfólio como um todo;
  • Captura de todas as solicitações de projetos e desenvolvimento de casos de negócios detalhados de acordo com os processos de governança da organização;
  • Utilização das melhores práticas para priorizar os projetos (scorecards): valor estratégico, valor financeiro (NPV, IRR, ROI), avaliação de riscos, adequação à arquitetura, performance operacional;
  • Geração de gráficos (bolhas, curvas, barras, sinalizadores coloridos) para mapear investimentos de portfólios potenciais
  • Geração de gráficos intuitivos para avaliar a competitividade dos investimentos no portfólio;
  • Otimização de orçamentos e seleção de portfólios que melhor estejam alinhados com as prioridades estratégicas da organização;
  • Gestão de custo: mantém-se o controle financeiro avaliando o orçamento em relação aos custos dos projetos;
  • Gestão de recursos: avaliação da disponibilidade de recursos da organização para utilização nos projetos.

Enfim, são muitos os recursos oferecidos por estes módulos de gerenciamento de portfólios que, integrados com as ferramentas de gerenciamento de projetos, oferecem uma solução consistente para apoiar os executivos na tomada de decisão.

Pontos de Atenção para Escolha de um Sistema de Informação

No processo de escolha de uma ferramenta de gestão de projetos, você deve levar em conta alguns recursos (mas não se limitar a eles), tais como:

  • A ferramenta de gerenciamento de projetos deve aproveitar o máximo das tecnologias de rede e dos servidores de banco de dados.
  • Deve ter uma interface amigável e utilizar também acessos via browser, tipo Internet Explorer ou Netscape, dando uma visibilidade (transparência) maior dos projetos para todos os interessados.
  • Cadastro de usuários integrado com os usuários da rede. Neste cadastro, deve ser possível determinar o perfil de cada usuário, informando o que ele poderá ou não acessar na base de dados dos projetos.
  • Criação de políticas de segurança para serem aplicadas para grupos de usuários.
  • Administração e configuração dos servidores através de uma central web.
  • Integração ou a possibilidade de se integrar com as informações dos setores Financeiro, Contábil e Suprimentos/Compras da organização ou com aplicativos do tipo SAP R/3 e seus módulos (MM, FI, HR, CO, etc.).
  • Possibilidade de automatizar os modelos da metodologia de gerenciamento de projetos através do preenchimento das informações em formulários via web.
  • Criação automática de um site do projeto onde todas as informações podem ser armazenadas e centralizadas, bem como disponibilizar e gerenciar toda a documentação do projeto a partir do site do projeto (inclusive com controle de versão de documentos). O site do projeto deve ter seções de anúncios, eventos, gerenciamento de riscos, gerenciamento de pontos de atenção, armazenamento de fotos do projeto, grupos de discussões, blogs, pesquisas de opiniões, links, lixeira para recuperação de informações excluídas no site do projeto e uma busca de conteúdos. Além disso, a ferramenta deve permitir habilitar no site do projeto um sistema de alerta para que os usuários sejam informados via e-mail sobre todas as modificações, inclusões e exclusões de conteúdos (rastreabilidade).
  • Elaboração e visualização da Estrutura analítica do projeto (WBS).
  • Alocação nominal de recursos nas tarefas através de um Pool de Recursos. Estes recursos são armazenados no banco de dados e devem ser os mesmos usuários da rede.
  • Envio automático de mensagens e alertas para acompanhamento das tarefas dos cronogramas, onde os recursos alocados poderão informar e acompanhar o avanço físico das mesmas, bem como serem avisados via web e via e-mail sobre as tarefas que estão em atraso ou que já deveriam ter iniciado e ainda não iniciaram. A freqüência do envio dos alertas deve ser configurada pelo próprio usuário.
  • A ferramenta deve oferecer também um processo formal de aceite ou rejeição pelo gerente do projeto dos avanços físicos dos recursos alocados nas tarefas dos cronogramas.
  • Acesso ao cronograma do projeto via web e a possibilidade de vincular riscos, documentos e pontos de atenção às tarefas do cronograma.
  • A ferramenta deve oferecer o recurso de Análise de valor agregado (EVA), bem como exibir graficamente as Curvas-S dos projetos.
  • Time Sheet (Apontamento de Horas) por parte dos recursos alocados nos cronogramas dos projetos.
  • Fornecer diversos relatórios de acompanhamento do projeto, que também possam ser parametrizados pelo próprio usuário.
  • Acesso ao site do projeto, bem como ao cronograma e a todas as funcionalidades de apontamento das horas via intranet e Internet.
  • Módulo de gerenciamento de portfólio de projetos. Os usuários deste módulo são executivos e tomadores de decisões, analistas de portfólios, a equipe do escritório de projetos, gerentes de programas e gerentes de projetos. Com o gerenciamento de portfólios, é possível identificar, selecionar, gerenciar e implementar os portfólios que melhor estão alinhados com as estratégias de negócios das empresas. Estes módulos dão aos executivos uma maior visibilidade, insights e controle através de seus projetos, programas e portfólios. Este módulo conta também com um painel de controle executivo, com indicadores de desempenho e gráficos variados.

Palavras Finais

Muitos são os benefícios que as organizações no Brasil e no mundo estão colhendo porque um dia perceberam que as tecnologias de rede e servidores de banco de dados, junto com um front-end com interface Web amigável, criam um novo paradigma para gerenciar os projetos: um ambiente de colaboração com visibilidade e de fácil acesso para todos.

Referências

Project Management Institute. A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide). Third Edition. Philadelphia: Upper Darby, 2004.

Project Management Institute. Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). Terceira Edição. Philadelphia: Upper Darby, 2004.

Vieira, Marconi Fábio. Gerenciamento de Projetos de Tecnologia da Informação. Segunda Edição. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier: 2006.

This material has been reproduced with the permission of the copyright owner. Unauthorized reproduction of this material is strictly prohibited. For permission to reproduce this material, please contact PMI or any listed author.

© Marconi Fábio Vieira, PMP, MCP, MCT
Originally published as a part of 2008 PMI Global Congress Proceedings – São Paulo, Brazil

Advertisement

Advertisement

Related Content

  • Benefits Realization Management

    Benefits Realization Management

    This guide will help you drive more successful outcomes and better strategic alignment in your organization. Available for free download for a limited time.

  • PM Network

    Train of Thought member content locked

    PM Network interviews Michael Foster, CIO and CTO at Canadian National, Canada's largest railway.

  • PM Network

    Positive Influence member content locked

    By Smits, Karen A primary purpose of project leadership is to create a project culture. Such cultures are formed first and foremost through the process of creating a small-group identity. Sharing the project's goal…

  • PM Network

    New Digs member content locked

    By Waity, C. J. Ore deposits are hardly the only factor project leaders use to determine future mining sites in Latin America. Everything from geopolitical turmoil to local labor markets can impact a mining…

  • PM Network

    Best in Class member content locked

    By Fister Gale, Sarah The public school system in Tacoma, Washington, USA needed to transform its learning environment. The goals for the state's third-largest district were lofty: boost sagging graduation rates, invest…

Advertisement

Publishing or acceptance of an advertisement is neither a guarantee nor endorsement of the advertiser's product or service. View advertising policy.