Na década de 1970, um visitante do museu Rijksmuseum desferiu uma ataque à pintura de 1642 de Rembrandt, conhecida como A ronda noturna, e fez dois cortes de 60 cm na tela. O estrago: um buraco de dois metros. Os restauradores do Rijksmuseum, em Amsterdã, na Holanda, valeram-se dos métodos de restauração disponíveis em 1976, mas as áreas retocadas ficaram amareladas com o passar das décadas. Então, em outubro, o museu anunciou um projeto de vários anos e e vários milhões para restaurar a pintura, usando a tecnologia mais recente. Taco Dibbits, diretor do museu, referiu-se à iniciativa de maior projeto de conservação e pesquisa do museu.
Durante os primeiros oito meses do projeto, a equipe estudará a pintura existente usando novas tecnologias de varredura, como a fluorescência de raios-X (ou macro-XRF), além de fotografia de alta resolução e análise de computador. O mapeamento maciço da pintura em detalhes microscópicos deve levar cerca de 70 dias. Depois disso, o projeto entrará na fase de restauração ativa, com a participação de centenas de especialistas. Em vez de transferir a pintura para uma área de trabalho particular ou levá-la para fora do local, a equipe do projeto decidiu erguer uma câmara de vidro transparente de sete metros em torno da obra de arte, para que os mais de dois milhões de pessoas que visitarem a pintura por ano possam acompanhar o progresso do projeto. A equipe também planeja criar um webstream ao vivo para transmissão.
PROJETO
Restauração da Ronda noturna
LOCALIZAÇÃO
Rijksmuseum, Amsterdã, Holanda
CRONOGRAMA
Programado para lançamento em julho
ARTE EM TEMPOS SOMBRIOS
A pintura foi atacada três vezes no século passado, duas vezes com uma faca e uma vez com um spray químico. O verniz da obra também escureceu com a idade, mudando drasticamente sua aparência.