Para algumas das 26 milhões de pessoas com insuficiência cardíaca, um transplante é a melhor opção, e isso pode significar anos esperando por um doador. A fabricante francesa de dispositivos médicos Carmat está trabalhando em uma solução desde sua fundação em 2008, e por fim revelou o Aeson, um coração artificial que pode substituir todo o órgão por até seis meses.
Os pacientes tradicionalmente têm opções limitadas. O SynCardia foi o primeiro coração artificial a ser aprovado na Europa e o único que tem aprovação da FDA para venda nos Estados Unidos. Ao oferecer outra opção, a Carmat tem o potencial de preencher uma lacuna enorme: Entre 1,3 milhão de pessoas com doença cardíaca em estágio avançado, apenas 5.500 recebem um transplante a cada ano.
Em colaboração com especialistas em tecnologia do Airbus Grupo, a Carmat desenvolveu o revestimento da unidade com tecido de pericárdio bovino preservado, que tem sido usado para substituição de válvula cardíaca e pode ajudar a reduzir o risco de coágulos sanguíneos ou derrames em pacientes com implantes. A equipe também projetou a unidade para ser autoajustável por meio da incorporação de sensores de pressão, reduzindo a necessidade de o paciente se encontrar com o médico para ajustes pós-implante.
FOTO DE CORTESIA DA CARMAT
A União Europeia aprovou o dispositivo em dezembro de 2020 e, em julho, cirurgiões concluíram os primeiros implantes em pacientes na Itália, Alemanha e Estados Unidos. À medida que a empresa continua a aumentar a produção e a acumular estoques para dimensionar o dispositivo na Europa e nos Estados Unidos, o CEO da Carmat, Stéphane Piat, disse que os resultados iniciais do projeto “nos deixam muito confiantes de que nosso coração artificial Aeson seja um divisor de águas”.