A Hybrid Air Vehicles (HAV) está em uma missão para reinventar uma forma de viagem do passado. Com uma abordagem própria e mais ecológica de um dirigível, a equipe diz que sua nave híbrida Airlander 10 produzirá apenas uma fração das emissões dos aviões convencionais, com reduções notáveis do consumo de combustível, níveis de ruído e turbulência. Mas a equipe não está economizando no luxo, uma marca registrada das viagens de dirigível, e oveículo aéreo híbrido-elétrico de 100 lugares oferecejanelas panorâmicas do chão ao teto colocadas na espaçonave de exterior semelhante a um dirigível. E comofoi projetado para decolar e pousar em qualquer lugar,o Airlander 10 não só dará aos passageiros um meio deluxo ecologicamente consciente para viajar até os pontos mais remotos, mas também permitirá que possameconomizar todo o tempo de espera no aeroporto. Atémesmo os tempos de viagem maiores da aeronave estão sendo anunciados como um ponto positivo: mais tempo para os passageiros apreciarem as vistas.
“Há muitas décadas, voar de A para B significa sentar dentro de um tubo de metal com janelas minúsculas, uma necessidade, mas nem sempre um prazer”, disse George Land, diretor de desenvolvimento de negócios comerciais da HAV. “No Airlander, toda a experiência é agradável, podemos dizer que é um prazer. E nas configurações híbridas-elétricas e futuramente totalmente elétricas, o Airlander é adequado para um amanhã descarbonizado”.
Apesar de todos os benefícios, o projeto provavelmente precisará fazer um trabalho sólido para ganhar a aceitação das partes interessadas, levando em consideração comparações inevitáveis com a aeronave mais famosa de seu tipo: o famigerado Hindenburg. Para isso, a empresa recrutou um time impressionante de apoiadores, como a União Europeia, o governo do Reino Unido e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. E embora um dos primeiros protótipos da HAV tenha caído durante o pouso, em 2017, desenvolvimentos positivos se seguiram. Em julho, o motor elétrico criado em colaboração com a Collins Aerospace e a Universidade de Nottingham passou na revisão essencial de design.
Junto com sua aventura em viagens comerciais, a HAV está lançando a aeronave para aplicações de vigilância, busca e resgate, defesa e segurança, apontando para sua capacidade de pousar em quase qualquer lugar e permanecer no ar por até cinco dias.
A HAV tem como meta voos de passageiros até 2025, mas não terá os céus só para si. Várias outras empresas já entraram na corrida, incluindo a Lighter Than Air Research (iniciada pelo cofundador do Google Sergey Brin) e a Flying Whales, uma empresa francesa que desenvolve um dirigível capaz de carregar ou descarregar até 60 toneladas enquanto permanece no ar.
Com os concorrentes circulando, não é surpresa que a HAV esteja querendo abrir vantagem. A startup de aviação sueca OceanSky Cruises planeja usar o Airlander 10 para viagens ao Ártico nos próximos anos. E a HAV tem outro projeto em construção: o Airlander 50, totalmente elétrico. Com o objetivo de entrega em 2033, a empresa promete que usará as lições aprendidas com seu primeiro dirigível para transformar o futuro do transporte de cargas pesadas, e de tudo, desde mineração em áreas remotas até ajuda humanitária.